Contagem regressiva para a copa da África
A pouco menos de seis meses para o grande evento, o país sede está quase pronto, graças a fartos investimentos Texto: Wilson Cardozo de Sá
Quando a copa da África do Sul começar, em 11 de junho deste ano, os olhos do mundo estarão voltados para o Estádio Soccer City, em Johanesburgo, onde a anfitriã e o México fazem a partida de abertura da primeira Copa do Mundo de Futebol em solo africano. E os brasileiros terão um motivo a mais para prestar atenção no principal evento esportivo do planeta. Além da tradicional torcida para a seleção canarinho, eles poderão observar a organização dos jogos, que também serão disputados por aqui quatro anos depois.
Isso porque, além do futebol ser o esporte mais popular do mundo, é também um negócio que envolve cifras e investimentos bilionários. Quanto vai custar a brincadeira africana ainda não se sabe ao certo. Mas, estima-se que pode chegar aos US$ 55 bilhões, se for colocada na conta os gastos com a construção de cinco dos dez estádios que serão usados na competição, reforma dos demais e todos os gastos com infraestrutura necessários, como em hospedagem, transporte, segurança, que são os calcanhares de Aquiles africanos. Parece muito, e é.
Mas, só para efeitos de comparação, acredita-se que o Brasil deve desembolsar US$ 18 bilhões para deixar tudo pronto para 2014. No entanto, por aqui, os números estão sempre sujeitos às subidas bruscas.
Quando o assunto é futebol, as cifras são sempre astronômicas. Só para este ano, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) deve investir US$ 70 milhões (R$ 121 milhões) em projetos com o intuito de desenvolver o futebol na África, conforme declarou o diretor de Desenvolvimento da entidade, Thierry Regenass, em Túnis, na Tunísia, onde apresentou à imprensa os planos da Fifa para o continente.
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Turismo no caminho certo |
| Durante os jogos da Copa, a África do Sul espera que entre 430 mil e 460 mil estrangeiros visitem o país. Segundo o ministro do Turismo e do Meio Ambiente local, Marthinus van Schalkwyk, essa projeção será um desafio à recessão mundial, responsável por uma queda de 6% do número de turistas em todo o mundo. Na opinião do ministro, a crise mundial não deve interferir muito no fluxo de pessoas que aportarão no País em função dos jogos. "Acreditamos que a África do Sul também será afetada pela queda do número de turistas, mas esperamos sofrer menos do que a média global e ter um desempenho melhor do que os nossos concorrentes", disse. O otimismo do ministro se justifica. Em 2008, o país atraiu cerca de 9,5 milhões de turistas e a expectativa é que esse número seja ainda superior em 2010, quando deve bater a marca dos 10 milhões. Para o ministro do Esporte e Recreação, Makhenkesi Stofile, a Copa das Confederações, realizadas em junho passado, foi uma prova de que o seu País pode surpreender o mundo no que se refere à organização de um evento da magnitude de uma Copa do Mundo. "A África do Sul precisa abraçar esta onda de sentimentos positivos e usá-la para o seu proveito. Muitos duvidavam da nossa capacidade antes da Copa das Confederações da Fifa, mas até mesmo aqueles que admitiram o seu ceticismo tiveram uma resposta extremamente positiva", declarou ao site da Fifa. |
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